Para saber como vender pela internet, escolha onde vender, monte uma loja própria e valide seu produto antes de investir pesado em anúncio;
Vender mais é parar de depender do algoritmo: use redes e marketplace para atrair e traga o cliente para a sua loja, onde a margem é sua;
Não sabe por onde começar? O Ecommerce na Prática entrega um passo a passo validado para começar do jeito certo, sem queimar dinheiro aprendendo no erro. 💙
Vender online parece simples, até você travar na primeira decisão: por onde começar?
O Ecommerce brasileiro movimentou R$ 235 bilhões em 2025, o oitavo ano seguido de alta, segundo a ABComm.
Ficar de fora, ou começar sem direção, custa tempo e dinheiro.
Neste artigo, você vai ver como vender pela internet do jeito certo: onde vender, o passo a passo para começar e como escalar suas vendas depois de estabelecer as bases.
Bora tirar sua ideia do papel? ☺️
Índice:
O que significa vender pela internet?
Muita gente imagina que vender pela internet é criar um perfil, postar um produto e esperar o dinheiro cair. Na prática, não é bem assim.
No fundo, começar a vender pela internet é levar seu produto ao cliente por canais digitais, do marketplace à sua loja própria.
E isso virou coisa de gente séria.
Na Nuvemshop, 58% dos lojistas têm a loja como principal fonte de renda e vivem disso (NuvemCommerce).
O mercado ajuda. São 94 milhões de consumidores ativos no país, segundo a ABComm, gente comprando de tudo, o tempo todo.
Isso não quer dizer dinheiro fácil.
Vendas pela internet dão resultado quando você trata o negócio como negócio, com produto, estrutura e, o mais importante: constância.
A boa notícia é que dá para começar pequeno e com pouco. O que muda tudo é o caminho que você escolhe.
O WhatsApp é onde a venda esquenta. É onde o cliente tira a última dúvida antes de pagar.
Não é à toa que ele é o canal complementar de 73% dos lojistas brasileiros, segundo o estudo da Nuvemshop.
O brasileiro gosta de conversar antes de comprar. Um áudio, uma foto do produto, e a confiança aparece.
Pense na cliente que lembra da festa às 22h, abre o WhatsApp da loja, tira a dúvida e fecha a compra ali mesmo.
Loja virtual
A loja virtual é o destino de todo esse movimento. É o único canal em que você controla a experiência, os dados e a margem.
Entre os lojistas em expansão, 69% têm a loja própria como canal principal, e só 13% dependem exclusivamente dela, segundo o NuvemCommerce.
Quando preço e prazo se igualam, 51% dos consumidores preferem comprar na loja da própria marca, por confiança, segundo o E-Consumidor 2026.
Marcas que já entenderam isso usam as redes e o marketplace para atrair, mas trazem o cliente para casa.
"Lojas maduras usam as redes sociais como um canal de atração, mas o objetivo final é levar uma pessoa para sua casa própria, ou seja, a sua loja virtual. Lá você captura o e-mail, o telefone e os dados daquele cliente."
Juliana Neves - Fundadora da loja Negaju Acessórios Afro
É por isso que recomendamos a Nuvemshop para montar a sua.
Com o produto na mão, descubra quem é o seu cliente. Vender para todo mundo é vender para ninguém.
Pense na pessoa real: o que ela faz, o que a incomoda e por que compraria de você.
Esse desenho orienta tudo depois: o tom da sua marca, as fotos, o texto do anúncio e até o preço.
Uma forma prática de começar: leia comentários de vídeos e avaliações de produtos parecidos.
Ali o público diz, com as próprias palavras, o que sente.
3. Formalize o negócio e configure os pagamentos
Para vender com segurança e emitir nota, você precisa de um CNPJ. Para quem está começando, o MEI para Ecommerce resolve.
Ele é simples, barato e já deixa você pronto para faturar. Dá para abrir online, sem burocracia.
A dica é usar o MEI com estratégia, de olho no limite de faturamento.
"Começar o MEI é muito positivo para validação de produto e validação de negócio. Mas você tem que utilizar o MEI de maneira estratégica. Se você faturar e estourar muito rápido, o benefício que você teve vira custo."
Ariane Marta - Contadora e Sócia da Brasct Contabilidade
Com o CNPJ, configure os meios de pagamento da loja.
Hoje o Pix já é 49% das transações no Ecommerce e superou o cartão, segundo o NuvemCommerce.
Ofereça Pix, cartão e boleto. Quanto menos fricção no pagamento, mais gente conclui a compra.
Parece o sonho do negócio sem risco. Mas vale entender o que ele é de verdade antes de apostar tudo nele.
Quem opera no mercado há tempo faz questão de ajustar essa expectativa.
"Dropshipping não é um modelo de negócio, dropshipping é uma estratégia de logística. Eu não recomendo que ninguém faça um negócio 100% focado em dropshipping ou viva a vida inteira de dropshipping."
Emerson Duarte - Professor do Ecommerce na Prática e Autor do "Manual do Ecommerce Para Lojas Físicas"
Os números confirmam o alerta.
Na Nuvemshop, o dropshipping caiu 28% em todos os portes de loja, pressionado pela taxação de produtos importados e pela alta do dólar.
Enquanto isso, 62% dos lojistas em expansão já investem em fabricação própria, buscando margem e controle.
Dá para fazer dropshipping de duas formas: com fornecedor nacional ou internacional. E a diferença entre os dois modelos é muito importante:
O internacional costuma ter produto mais barato, mas prazo de 15 a 30 dias e risco de taxa na alfândega;
O nacional entrega em 1 a 7 dias, com margem menor e muito mais previsibilidade.
Critério
Dropshipping nacional
Dropshipping internacional
Prazo de entrega
1 a 7 dias
15 a 30 dias
Rastreio
Atualizado em tempo real
Muitas vezes sem atualização
Taxas e impostos
Já embutidos na cadeia
Risco de taxa na importação
Margem
Menor, porém estável
Maior, porém instável
Risco operacional
Menor e mais previsível
Exige mais maturidade
Para quem começa, o caminho mais seguro é o dropshipping nacional. Menos surpresa e cliente mais satisfeito.
No entanto, encare o dropshipping como um laboratório.
Ele serve para validar produtos com pouco risco e, quando o negócio engrenar, evoluir para estoque próprio e uma marca forte.
E não precisa escolher um canal só. O equilíbrio costuma dar o melhor resultado.
"O ideal é que você tenha um mix de 50% de tráfego pago e 50% de tráfego orgânico, porque isso significa que você vai ter bastante volume pago, mas bastante qualidade de público orgânico também."
Jeferson Souza - CEO da Ecommerce Objetivo
Transforme a primeira compra em recompra
Vender uma vez é bom. Fazer o cliente voltar é o que sustenta o negócio.
Isso porque aproveitar quem já comprou de você custa muito menos e dá mais lucro.
Quem já rodou uma operação sabe onde mora o lucro de verdade.
"Hoje em dia, com um custo de aquisição cada vez mais caro, vocês não podem abandonar os clientes que já compraram de vocês. É muito mais fácil você vender para uma pessoa que já comprou de você. E é aqui que está o lucro de verdade das empresas, é na recompra."
Fabio Ludke - Empresário e consultor de Ecommerce
Antes de buscar cliente novo, recupere quem quase comprou. A taxa média de abandono de carrinho chega a 80%, segundo a Nuvemshop.
O que mais derruba a venda é o frete caro, apontado por 57% dos consumidores no E-Consumidor 2026.
Ferramentas simples resolvem: recuperação de carrinho por e-mail ou WhatsApp e um pós-venda que faz o cliente querer voltar.
Traga o cliente do marketplace para a sua marca
Se você vende em marketplace, tem um tesouro escapando: o cliente que comprou e você nunca mais falou com ele.
No marketplace, esse cliente é da plataforma. A jornada dele termina lá, e a próxima compra pode ir para o concorrente.
O dado assusta: 36% dos lojistas não fazem nenhum direcionamento do marketplace para a loja própria, segundo a Nuvemshop.
Mude isso com gestos simples: um cartão na embalagem, um cupom para a próxima compra na sua loja, um convite para o seu WhatsApp.
Vale o esforço.
Priorizar o canal próprio chega a converter até 56% mais do que operar preso à plataforma, de acordo com o NuvemCommerce.
Como vender pela internet sem gastar muito no início?
Comece pequeno para reduzir o risco: abra um MEI, use um plano gratuito para criar sua loja virtual e valide o produto antes de investir em anúncio. Dá para dar os primeiros passos com pouco dinheiro e crescer aos poucos.
É possível vender pela internet sem CNPJ?
Dá para fazer as primeiras vendas, mas o ideal é abrir um MEI logo no começo. Com ele, você emite nota fiscal, passa mais confiança para o cliente e organiza o negócio direito desde o primeiro pedido.
Qual é a melhor plataforma para vender pela internet?
A Nuvemshop é a nossa recomendação para ter uma loja própria: é simples de usar, tem plano gratuito e reúne pagamento, envio e integrações em um lugar só, mesmo para quem está começando agora e nunca vendeu online.
Dá para vender pela internet só pelas redes sociais?
Dá para começar assim, mas o alcance fica nas mãos do algoritmo. O mais seguro é usar as redes para atrair e levar o cliente até a sua loja virtual, onde os dados e a margem passam a ser seus.
Quanto tempo leva para começar a vender pela internet?
Montar a loja e colocar os produtos no ar leva poucos dias. Já as primeiras vendas dependem do seu esforço para atrair público com conteúdo, anúncios e um bom atendimento no dia a dia.
Fabio Ludke é o Gerente de YouTube e Vídeos no Ecommerce na Prática, a maior escola online de e-commerce do país e unidade educacional da Nuvemshop. Empresário, produtor de conteúdo e mestre em engenharia, Fabio atua com e-commerce desde 2018, quando abriu sua primeira loja online no setor de moda e acessórios. Hoje, compartilha seu conhecimento no Youtube e oferece consultorias personalizadas com base em sua expertise analítica e empreendedora para orientar empresas a alcançarem seus objetivos de negócio.
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