Ele será substituído gradualmente pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) entre 2029 e 2033.
O objetivo é acabar com a guerra fiscal e tributar 100% no destino, ou seja, onde o seu cliente mora.
Outro ponto de atenção é a importação.
A alíquota para trazer produtos de fora sofreu aumentos, chegando a 25% em diversos estados.
Quem trabalha com revenda de importados precisa refazer a precificação para não perder margem.
↪️ Leia também: O que é pró-labore? Entenda importância e como calcular.
ISS (Imposto Sobre Serviços)
O ISS é um tributo municipal voltado para a prestação de serviços.
Ele afeta quem vende cursos, consultorias ou softwares.
A alíquota costuma ficar entre 2% e 5%, dependendo da cidade da empresa ou do local do serviço.
Com a Reforma Tributária, o ISS também deixará de existir no formato atual.
Ele será fundido com o ICMS para criar o IBS.
Isso simplifica a vida de quem vende produtos e serviços juntos, pois a tributação passará a seguir uma regra única.
IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica)
O IRPJ incide sobre o faturamento ou o lucro da empresa.
É obrigatório para qualquer negócio com CNPJ ativo.
A forma de calcular depende do regime tributário escolhido:
No Simples Nacional, ele já faz parte da guia única;
Nos regimes de Lucro Presumido ou Real, o pagamento acontece de forma separada.
Este imposto não sofre alterações diretas com a criação do IVA Dual na Reforma Tributária, pois a mudança foca nos tributos sobre o consumo.
O IRPJ continua incidindo sobre a renda da empresa.
PIS e COFINS
Estas duas contribuições federais financiam a seguridade social.
O PIS (Programa de Integração Social) e a COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) incidem sobre a receita bruta.
As alíquotas variam bastante conforme o regime. No Lucro Presumido, por exemplo, o PIS é 0,65% e a COFINS é 3%.
A atenção aqui deve ser total para o futuro próximo.
A partir de 2027, PIS e COFINS deixarão de existir e darão lugar à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Essa nova contribuição terá uma alíquota cheia prevista para entrar em vigor logo no início da virada federal da reforma.
IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
Muitos lojistas acreditam que o IPI se aplica apenas a grandes fábricas. Isso é um erro comum.
No Ecommerce, ele aparece para quem fabrica o próprio produto e também para quem trabalha com importação.
A Receita Federal equipara o importador à indústria, exigindo o recolhimento desse imposto na revenda.
A Reforma Tributária prevê a redução da alíquota do IPI a zero a partir de 2027, com exceção de produtos que tenham concorrência na Zona Franca de Manaus.
Ele será substituído pela CBS e pelo Imposto Seletivo, focado em itens nocivos à saúde e ao meio ambiente.
CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)
A CSLL é outra contribuição federal obrigatória que incide sobre o lucro líquido. O objetivo é financiar a Seguridade Social.
A alíquota acompanha o regime tributário da empresa.
No Lucro Presumido, ela gira em torno de 1,08%, enquanto no Lucro Real pode chegar a 9%.
Assim como o IRPJ, a CSLL incide sobre a renda e o lucro, não sobre o consumo.
Por isso, ela continua existindo nos moldes atuais, correndo em paralelo às mudanças do IVA Dual trazidas pela reforma.
Regimes tributários no comércio eletrônico: qual escolher para pagar menos?
Escolher o regime certo é o segredo para pagar menos impostos dentro da lei. Um erro aqui leva seu lucro embora.
Vamos descobrir qual modelo funciona melhor para o momento atual da sua loja.
⤵️ Veja um resumo:
Comparativo de Regimes Tributários para Ecommerce
Regime
Limite de Faturamento
Vantagens
Desvantagens
Ponto de Atenção
MEI (Microempreendedor Individual)
Até R$ 81 mil/ano
Baixa burocracia, CNPJ rápido, imposto fixo mensal
Limite de crescimento travado, risco de passivo tributário retroativo
Limite de compras (80% do faturamento). Estouro >20% gera desenquadramento retroativo.
Simples Nacional
Até R$ 4,8 milhões/ano
Menos burocracia, impostos unificados (DAS)
Imposto encarece conforme crescimento
Alíquota progressiva (Anexo I). Cuidado com o aumento da carga tributária.
Lucro Presumido / Real
Acima de R$ 4,8 milhões (ou opção estratégica)
Créditos de PIS/COFINS (Real), força no B2B
Exige organização financeira rigorosa, risco de erro alto
Ideal quando a margem aperta no Simples. Lucro Real cobra sobre o líquido real.
↪️ Leia também: Como emitir a GNRE e garantir a regularidade fiscal do seu negócio.
MEI (Microempreendedor Individual): a porta de entrada
O MEI para Ecommerce funciona como o ponto de partida ideal para quem fatura até R$ 81 mil por ano.
É o cenário perfeito para testar o mercado com baixo custo.
Como explica Ariane Marta, contadora e sócia da Brasct Contabilidade:
“Começar o MEI é muito positivo para validação de produto e validação de negócio. Mas você tem que utilizar o MEI de maneira estratégica. Se você faturar e estourar muito rápido, o benefício que você teve vira custo.”
Ariane Marta – Contadora e Sócia da Brasct Contabilidade
Fique atento ao risco oculto dessa transição.
Ultrapassar o limite em mais de 20% (faturar acima de R$ 97.200) obriga o desenquadramento retroativo a janeiro.
Na prática, a Receita cobra o imposto como Simples Nacional sobre o ano todo, com juros e multas, o que pode inviabilizar o negócio.
Outro ponto crítico é o limite de compras.
A legislação permite comprar apenas até 80% do valor faturado (aprox. R$ 64.800).
Gastar mais que isso com fornecedores também desenquadra a empresa.
Vantagens: baixa burocracia, CNPJ rápido e imposto fixo mensal;
Desvantagens: limite de crescimento travado e o risco de gerar um passivo tributário retroativo.
Muitos perguntam: MEI paga imposto para vender na internet? Sim.
Além da guia mensal (DAS), você paga o DIFAL nas compras vindas de outros estados.
Respeite o limite de faturamento MEI ecommerce e faça as contas na ponta do lápis para crescer com segurança.
Simples Nacional: o regime da escala
Se o seu negócio faturou mais que o limite do MEI, o próximo passo é o Simples Nacional.
Esse regime atende quem fatura até R$ 4,8 milhões por ano.
A grande sacada aqui é a guia única, o DAS, que junta vários impostos em um boleto só.
Mas cuidado com a Tabela Simples Nacional comércio eletrônico (Anexo I): a alíquota começa em 4%, mas sobe conforme sua receita aumenta.
Vantagens: menos burocracia e impostos unificados;
Desvantagens: o imposto fica mais caro à medida que você cresce.
Lucro Presumido e Lucro Real: o jogo de gente grande
Quando a alíquota do Simples sobe demais, ela começa a comer seu lucro.
Nesse ponto, migrar de regime é a estratégia para quem quer escalar.
O Lucro Presumido serve para quem tem margens altas, já que o governo calcula o imposto sobre uma base fixa de faturamento.
Já o Lucro Real cobra apenas sobre o lucro líquido real da empresa.
Vantagens: no Lucro Real, você usa créditos de PIS e COFINS das suas compras para abater o imposto a pagar. Além disso, ele te deixa mais forte no B2B, pois gera crédito cheio para o seu cliente;
Desvantagens: exige uma organização financeira rigorosa. Se você não tem controle total dos números, o risco de erro é alto.
As "armadilhas" que comem seu lucro (e como fugir delas)
Achar que basta pagar a guia mensal é um erro.
Custos como o DIFAL e regras de marketplaces derrubam sua margem em silêncio.
Vamos mapear esses riscos para você não perder dinheiro sem perceber.
O desafio do ICMS e o DIFAL no Ecommerce
O ICMS é traiçoeiro porque ele muda dependendo de onde a mercadoria sai e para onde ela vai.
Entender como funciona o ICMS no Ecommerce impede que seu lucro suma no meio do caminho.
A regra de ouro aqui é o DIFAL (Diferencial de Alíquota).
Mas o que é DIFAL? É a cobrança da diferença entre o imposto do estado de origem e o do estado de destino.
Na compra: trouxe estoque de outro estado? Você paga a diferença entre a alíquota interna e a interestadual. Isso vale inclusive para MEI e Simples Nacional;
Na venda: quem opera no Lucro Presumido ou Real precisa recolher essa diferença para o estado do cliente em cada venda para consumidor final;
Atenção: o ICMS sobre importações subiu para 25% em diversos estados em 2025. Ajuste sua precificação para não pagar para trabalhar.
Pagar menos impostos começa na escolha do regime tributário, pois ele define as regras do jogo:
MEI: é a opção mais barata, mas possui um teto de faturamento baixo;
Simples Nacional: facilita a vida com uma guia única, mas a alíquota sobe conforme sua receita cresce;
Lucro Real ou Presumido: muitas vezes sai mais barato migrar para estes regimes quando a margem de lucro do negócio é apertada.
Além do regime, a operação do dia a dia esconde oportunidades de economia.
Revise o cadastro dos seus produtos com atenção.
Cada item tem um código chamado NCM que diz ao governo quanto cobrar.
Usar o código errado faz você pagar taxas mais altas sem necessidade ou perder benefícios de isenção.
Fique atento também a estas estratégias avançadas:
Use créditos tributários: regimes como o Lucro Real permitem descontar impostos pagos na compra de estoque. Mas atenção: com a Reforma Tributária, você só aproveita esse crédito se o seu fornecedor estiver em dia com o fisco;
Estratégia B2B no Simples: se você está no Simples e vende para outras empresas, pagar o novo IVA (IBS e CBS) "por fora" da guia única pode ser vantajoso. Isso garante que seu cliente receba o crédito integral e torna seu preço competitivo.
Por fim, tenha um escritório de contabilidade para Ecommerce ao seu lado.
Ter essa orientação pode te ajudar, por exemplo, a evitar erros comuns como tratar o imposto do Simples Nacional como uma taxa única para tudo.
Produtos como cosméticos, autopeças, bebidas e eletrônicos muitas vezes já tiveram impostos (PIS/COFINS/ICMS) pagos pela indústria.
Sem uma contabilidade que apure isso produto por produto, você paga o imposto duas vezes sobre o mesmo item sem perceber.
As regras mudam rápido e um planejamento fiscal revisado mensalmente evita que você deixe dinheiro na mesa.
Não deixe a burocracia travar o seu sonho de viver de Ecommerce
Lidar com tributação não é a parte mais divertida de empreender.
Mas é exatamente isso que separa quem apenas "vende umas coisas na internet" de quem constrói um negócio sólido.
Se você chegou até aqui, já entendeu que o amadorismo custa caro.
Mas você não precisa decorar cada lei ou enfrentar essa complexidade sozinho.
↪️ No Ecommerce na Prática você encontra cursos completos sobre gestão financeira, além de:
Os principais são ICMS, ISS, IRPJ, CSLL, PIS e COFINS. No Simples Nacional, eles vêm juntos na guia DAS. A partir de 2026, teremos a transição para o IVA Dual (IBS e CBS).
Ecommerce paga menos Imposto que loja física?
Não. As regras de regime (MEI, Simples, Lucro Real) são as mesmas. O desafio extra do online é o DIFAL nas vendas para outros estados, que exige gestão fiscal afiada.
Como funciona o ICMS no Ecommerce?
Hoje, quem vende para fora do estado paga a diferença de alíquota (DIFAL). Com a Reforma, o imposto será pago 100% no destino (onde mora o cliente) e descontado na venda.
Formada em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e certificada em UX Writing pela PUC-Rio e Mergo. Com especializações pela HubSpot Academy, Coderhouse, M2BR Academy e Aldeia.cc, ela acumula 4 anos de experiência criando conteúdo estratégico, que ajudam empresas a vender mais.
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