Principais pontos do artigo:
- O clube de assinatura transforma a venda isolada em um relacionamento de longo prazo baseado em curadoria e conveniência para o cliente;
- A estratégia garante previsibilidade de receita e fidelização constante enquanto otimiza os custos logísticos e de estoque do lojista;
- Quer dominar as estratégias de recorrência e escalar o seu negócio? Seja aluno da escola Ecommerce na Prática! 💙
Sabia que vender para o mesmo cliente várias vezes pode ser mais rentável do que conquistar um consumidor novo a cada dia?
E é nesse cenário que os clubes de assinatura entram.
O modelo deixou de ser exclusividade de gigantes e virou uma saída estratégica para pequenos e médios negócios que buscam estabilidade no fluxo de caixa.
Neste artigo, analisamos exemplos que dominam o mercado brasileiro e as lições que cada um deixa sobre curadoria e operação.
Além das referências, você vai entender o passo a passo para criar o seu próprio clube de assinatura, focando em métricas reais e na viabilidade do negócio.
Vamos começar?
Índice:
Os 26 melhores clubes de assinatura
Os cases abaixo mostram que o valor real não está apenas no produto, mas na conveniência e na curadoria que fazem o cliente manter a assinatura ativa mês após mês.
Confira todos os detalhes:
1. Wine / Clube Wine
A Wine é, provavelmente, o maior case de sucesso quando o assunto é escala no modelo de assinatura.
No mercado desde 2008, a empresa conseguiu transformar a compra de vinhos – que muita gente acha complexa – em algo simples e acessível.
O grande trunfo aqui é a curadoria feita por sommeliers: o cliente paga para não ter que escolher, confiando no gosto do especialista.
Para quem empreende, o aprendizado da Wine vai além das garrafas. Eles dominam a experiência complementar.
Além da bebida, os assinantes recebem uma revista exclusiva com dicas de harmonização, cashback e brindes que fazem sentido para o consumo, como o famoso corta-gotas.
É um exemplo claro de como aumentar o valor percebido sem necessariamente explodir os custos de operação.

2. TAG Livros
A TAG é um ótimo exemplo de como o unboxing pode sustentar um negócio.
Eles transformam a entrega de um livro em um evento: a caixa é colecionável, o guia de leitura aprofunda a obra e o brinde surpresa completa o tema do mês.
Para o lojista, a grande lição aqui é a fuga da guerra de preços.
Ao oferecer edições exclusivas com capas que não existem nas livrarias comuns, a TAG anula a comparação direta com grandes marketplaces.
O cliente não assina apenas pelo produto, mas pelo acesso a algo que ele não encontra em nenhum outro lugar.

↪️ Leia também: Veja 10 ideias de produtos recorrentes e como vendê-las.
3. Glambox / Glam
A Glam (antiga Glambox) lidera o setor de beleza apostando na personalização em massa.
O grande diferencial deles não é apenas enviar maquiagens e cremes, mas fazer isso com base no perfil de beleza preenchido pela assinante.
Isso garante que alguém com pele seca não receba um produto para pele oleosa, por exemplo.
Para quem opera um Ecommerce, a lição aqui é o uso inteligente de dados. Ao coletar preferências logo no cadastro, a Glam diminui drasticamente o índice de insatisfação com o kit.
Outro ponto forte é a parceria com grandes marcas: elas usam o clube como um canal de amostragem (sampling) para lançar novos produtos.
É uma via de mão dupla que reduz o custo de aquisição de mercadoria para o clube e gera novidade constante para o cliente.

4. Leiturinha
A Leiturinha é a maior referência em assinaturas para o público infantil e seu sucesso se baseia em uma segmentação milimétrica.
Eles não enviam livros para crianças, mas curadorias específicas para cada etapa do desenvolvimento, desde o nascimento até a pré-adolescência.
Para quem vende online, a lição é clara: quanto mais específica for a sua solução para uma dor ou momento do cliente, maior o valor percebido.
A Leiturinha também acerta ao misturar o produto físico (livro) com o pedagógico (jogos e dicas para os pais), criando uma experiência de aprendizado que envolve a família toda.
No fim do dia, isso torna a assinatura muito mais difícil de ser cancelada.

5. Sociedade da Carne
Este é um dos melhores exemplos de como nichar um mercado pode ser lucrativo.
A Sociedade da Carne foca em um público extremamente apaixonado: os entusiastas do churrasco.
Eles resolvem o problema da busca por cortes nobres que nem sempre são encontrados no mercado da esquina.
O aprendizado aqui é sobre conveniência e autoridade.
Quando você se especializa em um nicho específico, você deixa de competir por preço e passa a ser a autoridade que o cliente confia para selecionar o que ele vai consumir.
Se o seu produto resolve uma dificuldade de acesso ou poupa o tempo de busca do cliente por algo de alta qualidade, você tem um modelo de assinatura forte nas mãos.

6. Petlove
Diferente dos modelos de curadoria surpresa, a Petlove foca na venda recorrente para quem busca conveniência.
O cliente escolhe exatamente o que quer (ração, areia, petiscos) e define o intervalo de entrega.
Em troca, recebe um desconto agressivo e a tranquilidade de nunca deixar o estoque de casa acabar.
Para o seu Ecommerce, a Petlove ensina que a assinatura pode ser usada como uma ferramenta de fidelização pesada.
O foco aqui não é o unboxing mágico, mas sim tirar uma tarefa da lista de preocupações do cliente.
É um modelo de reposição automática que garante que o consumidor não precise pesquisar o preço no concorrente toda vez que o produto acabar.

7. Clube do Malte
O Clube do Malte é uma autoridade quando o assunto é cerveja artesanal no Brasil.
O grande diferencial deles é que o produto físico (a cerveja)ç é apenas parte do que o assinante compra.
O pacote inclui uma revista especializada e copos exclusivos, o que estimula o lado colecionador do cliente.
Para quem empreende, a lição aqui é sobre o estilo de vida. Eles não vendem apenas a bebida; vendem o rito de degustação e o conhecimento por trás de cada rótulo.
Quando você entrega conteúdo junto com o produto, você transforma um consumo comum em um hobby, o que aumenta consideravelmente o tempo que o cliente permanece pagando a mensalidade.

8. Clube Café
Quem é entusiasta de cafés especiais sabe que o frescor e a procedência mudam tudo na xícara.
O Clube Café ocupa esse espaço enviando mensalmentegrãos selecionados de fazendas premiadas.
O interessante aqui é como eles respeitam o ritual de cada um.
A pessoa define se quer o café em grãos ou já moído, o que remove qualquer atrito para quem não tem um moedor em casa mas faz questão de um produto de alta qualidade.
Essa flexibilidade, somada ao acesso a lotes exclusivos que não chegam às gôndolas dos supermercados, é o que sustenta a fidelidade da base.

9. Nerd ao Cubo
A Nerd ao Cubo é um exemplo clássico de como monetizar a paixão por uma cultura.
Eles reúnem itens licenciados de filmes, séries e games em caixas temáticas que geram uma enorme expectativa mensal.
Mais do que vender camisetas ou bonecos colecionáveis, a marca vende o fator surpresa e o sentimento de pertencimento a uma comunidade.
Para que esse modelo funcione, a curadoria precisa ser impecável.
Falamos isso porque um item fora de contexto pode desapontar um público que é, por natureza, muito exigente e detalhista.

10. Petiko
No mercado de pets, a Petiko se consolidou como uma das maiores referências de experiência temática do Brasil.
Diferente de uma compra comum em petshop, o foco aqui é o entretenimento.
Na prática, cada mês a caixa chega com um tema lúdico – como Fundo do Mar ou Viagem ao Espaço – que dita o design dos brinquedos e o tipo de petisco enviado.
Essa estratégia transforma o recebimento do pacote em um momento de interação real entre o tutor e o animal, gerando um volume enorme de conteúdo espontâneo nas redes sociais.
Para quem olha de fora, fica claro que o sucesso do modelo não está apenas no que vem dentro da caixa, mas na capacidade de criar uma memória positiva recorrente na rotina da família.

↪️ Leia também: Veja como vender produtos pela internet e ganhar comissão.
11. Trilha Cervejaria
Aqui temos um exemplo de como uma marca local pode usar a assinatura para expandir seu alcance e garantir previsibilidade.
A Trilha Cervejaria é um clube paulistano em que o assinante tem acesso a lançamentos e lotes experimentais que, muitas vezes, nem chegam a ser comercializados em bares ou empórios.
Eles usam bem o senso de urgência e escassez. Quem faz parte do clube sabe que está consumindo um produto fresco e exclusivo.
É um modelo que funciona muito bem para produtores artesanais.
Ele transforma o cliente em um entusiasta que ajuda a financiar a inovação e os novos testes da marca, recebendo em troca o status de ser o primeiro a provar cada novidade.

12. GraniLover Box
A GraniLover foca em um nicho de extrema necessidade e fidelidade: o de pessoas com restrições alimentares (glúten e lactose).
O clube resolve uma dor latente desse público, que é a dificuldade de encontrar pães e lanches seguros e saborosos em qualquer lugar.
O que chama a atenção nesse modelo é a relação de confiança absoluta que se estabelece.
Quando um consumidor encontra uma marca que entende suas limitações de saúde e entrega conveniência na porta de casa, o valor da assinatura deixa de ser questionado.
A marca não vende só alimentos, mas a liberdade e a segurança de comer algo prazeroso sem preocupações.
O principal resultado disso é o maior tempo de permanência no clube (lifetime value) acima da média do mercado.

13. Art Pel Box
O mercado de papelaria vive um momento de "renascimento" no digital, e a Art Pel Box soube transformar isso em um clube de alta adesão.
A cada mês, o assinante recebe uma seleção de itens fofos, coloridos e funcionais (de canetas importadas a blocos de notas exclusivos) que são organizados sob uma estética coerente.
Esse tipo de clube funciona muito bem porque o público alvo, geralmente estudantes e profissionais criativos, consome esses itens quase como um colecionável.
A marca consegue criar um desejo de completar a coleção, o que garante que o assinante continue ativo mesmo que já tenha material suficiente em casa.

14. Anápi Semijoias
A Anápi trouxe para o mercado de acessórios uma lógica que resolve uma dúvida comum das consumidoras. Sabe qual é?
A de como combinar peças e estar sempre com acessórios modernos sem precisar caçar tendências o tempo todo.
O clube oferece diferentes planos (Basic e Premium), enviando kits de semijoias exclusivas que chegam com banhos de ouro ou ródio.
O ponto alto aqui é a relação entre custo e benefício.
Assinando, a cliente percebe que o valor das peças enviadas individualmente seria muito superior ao da mensalidade.
Para o negócio, isso funciona como uma garantia de faturamento antecipado, permitindo que a marca negocie lotes maiores com fornecedores e mantenha a margem saudável.

15. Paper Heart Box
A Paper Heart Box eleva o conceito de papelaria para algo mais próximo do "lifestyle" e do planejamento pessoal.
A curadoria foca em itens que ajudam na organização e na produtividade, mas com um design extremamente refinado.
O diferencial aqui é a sensação de dar presente para si mesmo.
Além de entregar ferramentas de trabalho, o clube possibilita uma experiência de autocuidado por meio da escrita e do planejamento.
Esse modelo é um ótimo exemplo de como a embalagem e a apresentação do kit contam tanto quanto o conteúdo.
Cada detalhe, do papel de seda ao aroma da caixa, é pensado para que a abertura do pacote seja o momento de relaxamento do mês para o assinante.

16. Caixa Colonial
A Caixa Colonial trabalha um ponto que é um pesadelo para muitos lojistas: a logística de produtos artesanais e perecíveis.
O foco deles é garimpar itens como queijos e embutidos de produtores rurais que não têm braço para chegar aos grandes centros.
O que sustenta o clube é justamente esse acesso facilitado.
Eles usam a história de cada produtor como o fio condutor da experiência, o que acaba justificando o valor da assinatura.
O cliente entende que não está pagando só pela geleia ou pelo queijo, mas pela conveniência de receber algo que ele dificilmente encontraria em uma gôndola de supermercado.

17. Clube do Queijo
Diferente de um clube de vinhos, onde o produto é mais estável, o Clube do Queijo lida com maturações e perfis sensoriais que mudam rápido.
A operação aqui é de curadoria pura: eles selecionam o que está no ponto ideal de consumo e entregam com fichas técnicas que ensinam o assinante a degustar.
É um modelo interessante para o empreendedor observar porque ele transforma o ato de comer em um aprendizado.
Com isso, a marca se torna a autoridade do nicho e cria uma barreira de saída muito forte para o concorrente que só vende o produto.

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18. Vinhos de Bicicleta
O Vinhos de Bicicleta conseguiu se destacar em um mercado saturado usando uma comunicação muito mais próxima das pessoas..
O foco deles é tirar o peso da escolha das mãos do cliente, mas de um jeito que parece uma recomendação de amigo.
Na prática, eles selecionam rótulos com bom custo-benefício e entregam conteúdos descontraídos sobre como harmonizar.
A lição estratégica aqui é a humanização.
Quando o especialista coloca o rosto e explica o porquê daquela escolha, a insegurança de quem está começando no mundo dos vinhos diminui e a fidelidade ao clube aumenta.

19. Noize Record Club
Já o Noize Record Club tem uma estratégia muito ligada ao mercado fonográfico atual e à produção de conteúdo editorial.
Eles são o primeiro clube de assinaturas de vinil da América Latina e apostam na exclusividade total.
O clube prensa edições que não existem em mais lugar nenhum, muitas vezes de artistas contemporâneos que nunca tiveram aquele álbum em formato físico.
Cada entrega vem acompanhada da revista Noize, o que aprofunda a experiência do assinante com entrevistas e bastidores sobre o disco.
O negócio aqui sustenta-se na escassez. Quem é fã sabe que, se não garantir o disco naquele mês, terá de pagar muito mais caro depois em mercados de revenda.

20. Segredo Lacrado
O próximo clube de assinatura da nossa lista é o Segredo Lacrado, focado no público que gosta de moda íntima.
A operação deles se baseia fortemente na personalização.
O cliente informa medidas e preferências de estilo no cadastro, e o clube cuida para que os conjuntos mensais sejam coerentes com esse perfil.
Para o lojista, o grande desafio aqui é o fôlego criativo e a gestão de estoque.
Como o público espera novidade constante, a marca precisa de um fluxo ágil de novos designs para que as peças não pareçam repetições do mês anterior.
O negócio se sustenta na conveniência de renovar o guarda-roupa sem precisar pesquisar modelos.

21. Uoman
A Uoman foge do padrão de "receber uma caixa" e foca na assinatura de serviços de estética, como manicure e depilação.
O modelo funciona através de planos que dão direito a procedimentos frequentes em unidades parceiras.
É uma estratégia de faturamento recorrente aplicada a uma prestação de serviço que costuma ser esporádica.
O ponto estratégico aqui é a otimização da agenda das clínicas.
A Uoman ajuda a preencher horários de baixa demanda, garantindo movimento constante para o parceiro.
Para o assinante, o valor está na economia e na automação do autocuidado. Ele paga um valor fixo mensal que é menor do que a soma dos serviços avulsos.
É um exemplo de como a fidelização pode ser construída através do hábito e da previsibilidade financeira para ambos os lados.

22. Phosfato
A Phosfato resolve o problema do acúmulo de fotos digitais que acabam esquecidas no celular.
O modelo automatiza a revelação. O assinante conecta suas fotos e o sistema seleciona uma quantidade mensal para ser enviada fisicamente em envelopes temáticos.
Um detalhe operacional importante é a eficiência logística.
Isso porque ao utilizar envelopes em vez de caixas, o custo de frete cai drasticamente, o que permite manter uma mensalidade competitiva.
Além disso, o negócio entrega uma solução de organização que o cliente raramente faria por conta própria.
Um ótimo exemplo de como transformar uma tecnologia antiga (revelação de fotos) em um serviço moderno.

23. YVY Brasil
A YVY mudou a lógica do consumo de produtos de limpeza ao focar no sistema de refis.
Em vez de você comprar aquele frasco grande de plástico toda vez, eles entregam cápsulas ultraconcentradas que você dilui em um borrifador permanente.
Para o lojista, o que vale observar aqui é o efeito de fidelização pelo sistema.
Como o cliente já tem os frascos bonitos e específicos da marca em casa, ele sente que faz muito mais sentido continuar comprando as cápsulas da YVY do que voltar para o produto de supermercado.
É uma estratégia de retenção muito forte, pois cria um hábito de uso dentro de um ecossistema próprio, onde o descarte de plástico vira o argumento principal para o cliente não cancelar.

24. Turista Literário
O Turista Literário é um exemplo de como vender uma experiência sensorial em cima de um produto comum, que é o livro.
A proposta deles é fazer o leitor "viajar" para dentro da história por meio de itens que estimulam os cinco sentidos, como aromas, chás ou objetos que aparecem na trama.
A lição estratégica aqui é a diferenciação por valor percebido.
Em vez de competir com o preço das grandes livrarias online, o clube cria um ritual de leitura que não pode ser replicado apenas comprando o livro avulso.

25. Magenta
O clube Magenta foca no mercado de cosméticos a partir de uma curadoria que equilibra marcas consagradas com apostas do mercado de beleza.
O grande atrativo aqui é a conveniência de testar produtos em tamanho real (full size), o que aumenta a percepção de valor da caixa em relação ao preço da mensalidade.
Se você gosta dessa ideia para empreender, o ponto chave é como a marca utiliza a diversidade de produtos para manter o interesse.
Eles não ficam presos a um único nicho. A caixa pode trazer desde itens de marcas famosas que o público já confia até novidades que estão ganhando tração.
Isso cria um senso de descoberta guiada, em que o assinante sente que está economizando ao receber uma seleção que, somada, custaria muito mais no varejo.

26. RDC Viagens
A RDC aplica a lógica da assinatura ao setor de turismo, funcionando como uma espécie de poupança programada para férias.
O cliente paga uma mensalidade fixa que se converte em diárias de hospedagem em uma rede parceira, para serem utilizadas quando ele desejar.
Estrategicamente, esse modelo é muito interessante para garantir previsibilidade de caixa em um setor que sofre demais com a sazonalidade.
Enquanto as agências comuns lutam para vender em meses de baixa temporada, a RDC mantém uma entrada de receita constante o ano todo.
Para quem compra, o valor está na diluição do custo.
A pessoa consegue planejar viagens mais caras pagando parcelas pequenas todo mês, o que remove o peso financeiro de uma vez só no momento do lazer.

↪️ Leia também: Como vender marcas e personagens sem violar direitos autorais? 4 formas de evitar problemas.
Qual a diferença entre clube de assinatura e venda recorrente?
A principal distinção entre as modelos está na intenção de compra do cliente. Vamos explicar:
Na venda recorrente, o foco é a conveniência.
A pessoa assina itens de necessidade que já utiliza, como ração ou café, apenas para garantir a reposição automática antes que o estoque acabe.
O objetivo é poupar tempo e esforço numa compra que já é rotineira, muitas vezes em troca de um desconto. Aqui, o lojista ganha na previsibilidade de um consumo que já seria certo.
Já o clube de assinatura foca na curadoria.
O assinante paga para que um especialista escolha por ele, procurando o fator surpresa ou o acesso a itens exclusivos, como em clubes de livros ou vinhos.
Enquanto na venda recorrente o valor está na praticidade de automatizar a reposição, no clube de assinatura o benefício real está na seleção técnica e na descoberta de novidades.
Como criar um clube de assinatura?
Tirar um clube de assinatura do papel exige muito mais do que apenas decidir o que colocar dentro de uma caixa.
O processo demanda um olhar clínico sobre a operação e, principalmente, sobre o comportamento do seu público.
Não se trata de uma venda isolada, mas da construção de um relacionamento de longo prazo que precisa ser renovado a cada ciclo.
Nos próximos tópicos, vamos te ensinar a começar com o pé no chão, estruturando cada etapa:
1. Defina o produto do seu clube de assinatura
O ponto de partida é entender qual problema o serviço resolve ou qual desejo ele alimenta.
Se o foco for reposição, o item precisa ter um ciclo de uso claro, como produtos de higiene ou alimentação.
Se for curadoria, o valor está na capacidade de oferecer algo que o cliente não encontraria facilmente por conta própria.
É preciso pensar em categorias que permitam uma renovação constante, garantindo que o assinante tenha um motivo real para continuar pagando no mês seguinte.
Receber o mesmo tipo de item repetidamente só funciona se o consumo for contínuo; caso contrário, o modelo de experiência precisa de novidade.
2. Analise os diferenciais da concorrência
Identificar as lacunas do mercado exige um mergulho profundo no que já é oferecido.
Em vez de apenas comparar preços, vale observar a experiência completa: desde o cuidado com a embalagem até a eficiência do suporte.
O que eles estão deixando de oferecer que pode ser um dos diferenciais do seu clube de assinatura?
Essa análise serve para moldar uma proposta com personalidade, garantindo que o seu negócio não seja apenas mais uma opção genérica na prateleira digital.
3. Crie planos e preços
A precificação é um ponto que merece ainda mais a sua atenção. Afinal, ela vai ditar os ganhos do seu clube.
Na prática, você precisa embutir o custo da mercadoria, da embalagem (que costuma ser mais cara), do frete e, claro, do lucro.
Oferecer opções, como um plano básico com um item e um premium com o kit completo, ajuda a não espantar o cliente logo de cara.
O ideal é que o valor anual seja vantajoso, estimulando o assinante a se comprometer por mais tempo em troca de uma economia real.
4. Tenha uma logística impecável
No clube, o atraso é o maior inimigo da retenção.
O cliente espera a caixa em uma data específica e qualquer deslize gera ansiedade e reclamação.
Em termos simples, isso significa que ter parceiros de transporte confiáveis (como Correios e outras transportadoras para Ecommerce) e um processo de montagem de kits vai fazer toda a diferença.
A logística precisa ser previsível para que o custo do frete não engula a margem de lucro no meio do caminho.
5. Faça parcerias de sucesso
Unir forças com outras marcas e produtores ajuda a acelerar o crescimento sem necessariamente inflar o investimento.
Parcerias bem desenhadas permitem incluir amostras ou itens exclusivos que agregam valor à caixa sem custo direto de mercadoria para o clube.
Além de surpreender o assinante, essas colaborações funcionam como um selo de aprovação.
Isto é, um item de uma marca parceira reconhecida reforça a percepção de que a curadoria é profissional e vantajosa.
6. Apresente um MVP ao mercado
Antes de investir em sites complexos ou embalagens personalizadas caríssimas, o ideal é testar a aceitação real da proposta.
Criar um Produto Mínimo Viável significa montar um lote reduzido e validar se o público realmente está disposto a pagar por aquela seleção.
É nesse estágio que se descobre, por exemplo, se as pessoas valorizam mais a variedade de itens ou a exclusividade de um único produto.
Errar com vinte pessoas traz um aprendizado rápido e barato. Descobrir uma falha grave com a base cheia pode comprometer o futuro da marca.
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7. Coloque um site no ar em perfeito funcionamento
A jornada de compra precisa ser livre de obstáculos.
O interessado não pode ter dúvidas sobre o funcionamento da renovação, prazos de envio ou como proceder com o cancelamento.
O caminho mais seguro para quem está iniciando é utilizar plataformas que já possuem o sistema de recorrência integrado e um checkout otimizado.
A nossa especialista Camila Maia Magalhães ainda ressalta:
Se você está começando agora e ainda está testando um produto ou modelo de negócio, uma plataforma gratuita pode ser uma ótima escolha, pois permite validar sua ideia sem investimento inicial. Mas, conforme as vendas crescerem, vale a pena investir em uma versão paga.
Camila Maia Magalhães – Especialistas em vendas
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Analise as possibilidades e entenda qual faz mais sentido para você.
O importante é ter em mente que um site confuso ou que transmite insegurança na hora de cadastrar o cartão faz o negócio perder clientes antes mesmo da primeira cobrança ser efetuada.
8. Tenha um plano de marketing e vendas
O sucesso de um clube depende da construção de uma comunidade interessada no que você tem a dizer.
Além de anunciar o produto, o marketing deve mostrar o valor da experiência, usando as redes sociais para explorar o visual da entrega e a história por trás de cada escolha.
Anúncios pagos no Instagram e Facebook, por exemplo, são ótimos para atrair quem ainda não conhece a marca.
Enquanto isso, o e-mail marketing funciona como um canal direto para nutrir quem já demonstrou interesse, mas ainda não assinou.
O conteúdo gerado pelos próprios assinantes – como os vídeos de unboxing – é o maior argumento de vendas que o negócio pode ter.
O planejamento precisa unir essas frentes para garantir um fluxo constante de novos membros, mantendo a saúde do caixa e compensando as saídas naturais de clientes ao longo do tempo.
9. Tenha atenção às métricas
Gerir um clube sem olhar para os dados é trabalhar no escuro. O equilíbrio dos números é o que define se o negócio tem fôlego para crescer ou se está apenas queimando caixa.
É necessário acompanhar de perto:
- Custo de Aquisição por Cliente (CAC): indica quanto você gasta em marketing e vendas para trazer cada novo assinante. Esse valor precisa ser controlado para não corroer o lucro;
- Taxa de cancelamento mensal (Churn): mostra quantos clientes estão saindo da base a cada mês. Se o índice estiver alto, é um sinal de alerta sobre a qualidade do produto ou do serviço;
- Lifetime Value (LTV): representa o lucro total que o assinante deixa na empresa durante todo o período em que permanece ativo.
Se o custo para atrair um novo membro for consistentemente maior do que o lucro que ele gera enquanto paga as mensalidades, a operação se torna insustentável.
O seu foco deve ser fazer com que o cliente fique tempo suficiente para que o LTV supere com folga o CAC.
Vantagens dos clubes de assinatura
Adotar o modelo de assinaturas permite que o empreendedor saia da instabilidade do varejo comum e construa uma estrutura de crescimento sustentável. As principais vantagens são:
- Fidelização de clientes: o vínculo contínuo transforma a marca em um hábito na rotina do consumidor. Isso aumenta o tempo de permanência dele e dilui o custo de aquisição (CAC), gerando um faturamento total muito maior por usuário;
- Previsibilidade de receita: diferente do varejo tradicional, o clube permite saber exatamente o faturamento no início de cada mês. Essa estabilidade facilita o planejamento financeiro e dá segurança para novos investimentos na operação;
- Controle de custos: saber antecipadamente o volume de envios garante negociações melhores com fornecedores e transportadoras. Também elimina o risco de dinheiro parado em estoque, já que você compra apenas o necessário.
Desafios dos clubes de assinatura
Embora o modelo seja lucrativo, ele impõe desafios operacionais que exigem atenção constante do lojista para evitar o cancelamento:
- Qualidade do produto e da entrega: a recorrência exige padrão impecável. Uma única falha na curadoria ou um atraso na entrega quebra a confiança do assinante e gera cancelamentos imediatos;
- Investimento em marketing: é preciso atrair novos membros constantemente para repor as saídas e crescer. O desafio é manter o custo de aquisição (CAC) abaixo do lucro gerado pelo tempo de permanência do cliente;
- Crescimento e escala: quanto maior a base, mais complexa fica a operação. O lojista precisa expandir o estoque e a logística sem perder a personalização e o encantamento que atraíram os primeiros assinantes.
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Perguntas Frequentes
Qual a diferença entre clube e venda recorrente?
O clube foca em curadoria e surpresa, como a TAG Livros, enquanto a recorrência automatiza a reposição de itens como a ração da Petlove.
Quais são os principais clubes de assinatura do Brasil?
Dentre os maiores sucessos estão a Wine (vinhos), TAG Livros (literatura), Leiturinha (infantil), Petlove (pet), Glambox (beleza) e Nerd ao Cubo (cultura geek).
Quais as primeiras etapas para criar um clube?
Defina se o foco é reposição ou curadoria, estude as lacunas da concorrência e crie planos com preços que englobam todos os custos operacionais.

Camila Maia Magalhães – Especialistas em vendas
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