Vanessa Biguzzi trocou a estabilidade do CLT por uma loja virtual de cristais e incensos. A virada veio quando ela e o marido Kennedy pararam de vender na intuição e passaram a aplicar um método — hoje comandam uma operação com loja física e equipe própria.
A Mandala de Luz nasceu como um cantinho de vendas dentro do site pessoal de Vanessa, que já vivia o universo dos cristais e da terapia holística fora do trabalho como CLT em TI.
O que começava pequeno foi ganhando espaço até se tornar o negócio oficial do casal.
Depois que ela abandonou a carreira corporativa para empreender, Kennedy, seu marido, também deixou o próprio emprego em multinacional para entrar como sócio.
Foi quando os dois decidiram profissionalizar de verdade a operação — e buscaram a escola Ecommerce na Prática para isso acontecer.
- De 300 para até 5 mil pedidos por mês: salto na demanda da loja;
- Faturamento dobrado em apenas dois meses;
- Equipe 5x maior: de 2 para 10 funcionários;
- Quatro mudanças de espaço em quatro anos, até a loja própria no centro da cidade.
O improviso antes do método
Enquanto o negócio crescia, ainda cabia dentro de um apartamento pequeno — vendendo bem, mas sem ver o dinheiro sobrar no fim do mês
“A gente começou a sentir que estava vendendo e trabalhando muito, mas logo surgiu um problema: não víamos o dinheiro entrar.”
Kennedy Ribeiro - Diretor de Operações na Mandala de Luz
Apesar da força de vontade para fazer o negócio crescer, algumas barreiras eram reais:
- Preços que não acompanhavam o custo real da estrutura;
- Embalagem e atendimento feitos à mão, sem escala;
- Decisões de marketing tomadas na intuição, sem persona definida;
- E capital de giro comprometido, mesmo com a loja vendendo bem.
E foi justamente nesse cenário — crescimento real, mas sem estrutura — que o casal decidiu não seguir mais uma fórmula pronta, e sim buscar um método validado para sair do improviso. 😉

Como o Ecommerce na Prática entrou na história
Quem empreende sabe que decisões importantes são tomadas a todo momento.
E, ao contrário do que muitos imaginam, começar um negócio apostando em um método validado é o principal passo para o sucesso acontecer.
O Ecommerce na Prática entrou na jogada para dar à Vanessa e ao Kennedy o direcionamento que faltava.
A virada, no entanto, não veio de um único aprendizado. Mas de um conjunto de mudanças estruturais na forma de tocar o negócio.
Veja o que eles fizeram:
1. Estruturaram o negócio com um planejamento estratégico claro
Até então, decisões sobre fornecedores e concorrência aconteciam no improviso — o casal não sabia dizer quem eram os concorrentes diretos, nem tinha alternativa caso um fornecedor faltasse.
Na escola, o casal teve contato com o Canvas de Negócio do Ecommerce na Prática.
Fizeram o exercício em um sábado — pausando, entendendo e preenchendo aos poucos — e deixaram o resultado colado na parede, bem em cima da mesa de trabalho.
"Ajudou muito a gente nessa visão estratégica, de entender quem eram os nossos concorrentes, quem eram os nossos fornecedores."
Vanessa Biguzzi - Fundadora da Mandala de Luz
O exercício revelou uma dependência que eles não percebiam: parte da operação estava concentrada em poucos fornecedores.
Isso significava que, se algum deles falhasse, a operação parava.

2. Reformularam a precificação considerando a estrutura real de custos
Da venda dentro do apartamento até a primeira salinha alugada, os custos da Mandala de Luz mudaram — aluguel, insumos, capital de giro —, mas o preço dos produtos ficou o mesmo por um tempo.
Com o Ecommerce na Prática, o casal entendeu que o preço precisa cobrir toda a estrutura do negócio, não só o custo direto do produto, para deixar margem real no fim do mês, não só faturamento
Outro ajuste veio do fluxo de caixa: a loja recebia parte das vendas só depois de 30 dias.
Trocar a forma de recebimento, mesmo com taxas maiores, deu o fôlego financeiro que faltava para sustentar o crescimento.
3. Definiu a persona e profissionalizou o atendimento
Até então, as decisões de marketing e comunicação da Mandala de Luz vinham da intuição — postar por postar, sem saber exatamente para quem.
Na escola, o casal aprendeu a mapear a própria persona com formulários e pesquisas diretas com quem já comprava.
O resultado revelou um público majoritariamente mais velho, com pouca familiaridade e insegurança para comprar online.
A loja redesenhou o atendimento para guiar a cliente passo a passo até a finalização da compra, com suporte humano em cada etapa.
4. Organizou o fluxo de caixa e o capital de giro
Vender muito não significava ver o dinheiro entrar.
Com o crescimento, aumentaram estoque, insumos e capital de giro parado — custos que não apareciam claramente na conta, mas comprometiam o caixa todo mês.
Na escola, o casal aprendeu que a reserva de capital de giro precisa acompanhar o crescimento do faturamento, e não ficar fixa.
Quanto maior a operação, maior a reserva necessária para sustentar o mês seguinte, mesmo em caso de queda nas vendas.
Também entenderam a diferença entre caixa disponível e lucro real — o erro comum de tratar o dinheiro que entra como se já fosse resultado, sem considerar os custos do mês seguinte.
A partir disso, passaram a separar o dinheiro da empresa do dinheiro dos sócios, manter uma reserva mínima de três meses de capital de giro e retirar lucro apenas quando o resultado do mês efetivamente permitia — não quando o caixa parecia "cheio".

A escala da Mandala de Luz, em números
Passado o período de ajustes, os números começaram a responder.
O salto apareceu em todas as frentes do negócio, do volume de pedidos à estrutura física da operação:
- De 300 para até 5 mil pedidos por mês: depois de mapear a persona e redesenhar o atendimento, a loja passou a converter um público que antes hesitava em comprar online — o volume de pedidos multiplicou por mais de dez vezes;
- Faturamento dobrado em dois meses: o ajuste de preços para cobrir toda a estrutura do negócio, e não só o custo direto do produto, foi o que sustentou o salto sem comprometer o caixa;
- Equipe: de dois para dez funcionários: a profissionalização da operação, com divisão clara entre marketing e logística, permitiu contratar e delegar sem perder controle;
- Quatro endereços em quatro anos: do apartamento à salinha, depois a um espaço o dobro do tamanho, até a loja própria no centro da cidade — hoje com o físico e o digital integrados no mesmo sistema de gestão.
"O Ecommerce na Prática foi importante nesse momento em que a gente estava batendo a cabeça, trabalhando muito e não vendo resultado. Destravou, porque a gente conheceu a metodologia e entendeu como fazer."
Vanessa Biguzzi - Fundadora da Mandala de Luz
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Sem isso, cada venda continua sendo uma aposta em fatores que você não controla, não um resultado repetível.
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Kennedy Ribeiro - Diretor de Operações na Mandala de Luz
Vanessa Biguzzi - Fundadora da Mandala de Luz

